Uma campanha para combater o abuso policial durante operações de segurança e fortalecer os sonhos dos moradores do Complexo de Favelas da Maré, no Rio de Janeiro.
PROJETO

É preciso estar vivo para viver

CLIENTE

Redes da Maré

ANO

2021

ÁREA

Campanha de Mobilização

ODS
PREMIAÇÃO

Indigo Design Awards 2022 | Prata
Categoria Design Gráfico Integrado para Mudança Social

Prêmio Bornancini 2022 | Prata
Categoria Impacto Positivo - Social

Brasil Design Award 2022 | Ouro e Grand Prix
Categoria Design Social - Prosperidade

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CONTEXTO

Nas favelas do Rio de Janeiro, o Estado chega apenas com as mãos armadas. Infelizmente, isso não significa acesso à segurança pública para a sua população. Utilizando a bandeira do combate ao tráfico de drogas, somente em 2019, o Complexo da Maré enfrentou quase 300 horas de operações policiais. A cada 8 horas de atuação, uma pessoa morreu – sendo 96% das vítimas pessoas pretas ou pardas.


Localizada na cidade do Rio de Janeiro, a Maré é um complexo composto por 16 favelas e mais de 140 mil moradores. Além das condições precárias de moradia, o racismo sanitário e outros direitos negados, a população sofre com a repressão policial quase todos os dias. As operações são violentas, ferem os direitos humanos e fazem suas vítimas – muitas vezes inocentes.


O Redes da Maré é uma ONG que trabalha para prestar apoio a todas as pessoas que ali moram, promovendo uma série de ações que buscam garantir a dignidade e segurança de todos.

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DESAFIO

Como podemos conscientizar a população que mora nas favelas promovendo o conhecimento sobre seus direitos em uma ação policial? 

E se a gente focasse nos sonhos das pessoas que moram no Complexo da Maré, de modo que isso se torne um dos motivos fundamentais para cessar a violência policial?

ESTRATÉGIA

A campanha "É preciso estar vivo para viver" surgiu para mostrar que a vida dos moradores do Complexo da Maré importa. Em uma realidade de muitas violências, nosso objetivo foi conscientizar e humanizar a população que mora nas favelas perante ações policiais.


Nossas ações tiveram o objetivo de chamar a atenção do restante da cidade para a repressão policial sofrida por essas pessoas, conscientizar moradores sobre seus direitos, humanizar essa população aos olhos da polícia e agentes públicos e também empoderar as pessoas a seguir seus sonhos. A partir disso, decidimos utilizar o direito de sonhar como o norte da campanha. Além de precisar estar viva para viver, a população da Maré tem o direito de sonhar e de realizar os seus sonhos.

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SOLUÇÃO

A identidade visual da campanha nasceu da potência da frase criada para a ação. A composição entre as mãos e o conceito ganha peso com uma fonte em negrito, sem serifa, expandindo as versões anteriores das ações que já usavam o tom de verde como característico – facilitando a identificação dos agentes nas interações com a comunidade. A adição da cor laranja à identidade reforça o tom de urgência da mensagem transmitida, enquanto o verde claro traz mais flexibilidade. A criação dos materiais buscou entregar rapidamente um sentido às peças, utilizando frases em destaque e convidando as pessoas a interagirem e compartilharem seus sonhos. 

Um dos principais objetivos era engajar a população a utilizar os materiais da campanha. Para isso, foram criadas peças e ações que tivessem aderência entre diferentes tipos de pessoas. Produzimos uma cartilha com os direitos das pessoas durante uma abordagem policial, em versões on e off; adesivos para colar nas portas das casas, para que as pessoas completassem a frase “o sonho de quem mora aqui é:”; lambes espalhados pela cidade, com sonhos de moradores da Maré; exposição fixada no Complexo da Maré, também contando sonhos de moradores; um festival de pipas com a identidade visual da campanha, envolvendo crianças e adolescentes em um momento de diversão; e, como peça principal, um videocase com pessoas da Maré contando seus sonhos e maiores dificuldades enfrentadas frente à violência e repressão policial. 

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DIREÇÃO DE CRIAÇÃO

Luciano Braga

REDAÇÃO

Nicole Mengue, Fernanda Almeida e Manuella Graff

DIREÇÃO DE ARTE

Marcos Oliveira

DESIGN

Kalany Ballardin, Ana Porazzi e Vitória Melissa

GESTÃO DE PROJETO

Francine Ramos e Nicole Mengue

PRODUÇÃO

Francine Ramos e Nicole Mengue

REDES DA MARÉ

Shyrlei Rosendo e Lidiane Malanquini

FOTOGRAFIA

Paulo Barros e Patrick Marinho

VÍDEO

Douglas Lopes, Isabela Godoi, Alan Muniz, Carlos Marra, Arthur Viana, Bruna Lacerda, Fabiana Morena e Irone Santiago

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